quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Tempo perdido?

Aconteça o que acontecer, independentemente do que o futuro nos trouxer, e do desfecho que nos esperar, de uma coisa estarei sempre ciente: sempre fiz tudo o que de melhor pude fazer, sempre tentei alimentar cada momento com o melhor que tenho em mim, e posso sempre dizer que apreciei cada segundo, cada sorriso, cada palavra, cada olhar cruzado!
Mais fico plenamente convencido que hoje voltaria a investir novamente na mesma aposta e não estou sequer um pouco arrependido de o ter feito, e poderei apenas ter pena de não terem surgido outras oportunidades de viver mais e melhor!
São lembranças e recordações de uma suavidade e intensidade formidáveis, incomparáveis e inesquecíveis e que apenas me enriquecem e me fazem sentir bem comigo mesmo.
Amanhã o dia será pior? Talvez sim, mas o seguinte pode ser igualmente mau, mas poderá ser infinitamente melhor... e aquele que vier a seguir a esse? Quem sabe o que nos proporcionará?
Aguardemos por cada um deles, e a cada passo decidiremos para que lado nos vamos virar a seguir e que direcção vamos tomar.
Mágoas? Só se as quisermos criar, pois posso apenas dizer que fiquei melhor (sinto-me melhor e acho que eu próprio melhorei).
Por tudo isto, posso responder: tempo perdido?
Nem pensar...!

10 comentários:

Anónimo disse...

Curiosidades (13)
Interiorismos (15)

m.camilo disse...

Aqui ao lado em "No que se fala" tens de abrir um outro com título.
"Perder hábitos adquiridos e passar a ser feliz"....

Paulo M. disse...

Podem crer que têm ambos razão... mas não é tão simples quanto parece!

Anónimo disse...

Não há tempo perdido
Tudo o que se faz,
Tudo o que se vive,
É uma lição de vida e para a vida
E se é verdade que aprendemos com os erros
Também é verdade que os momentos de felicidade
Perduram uma vida inteira

Paulo M. disse...

Olá "Anónimo"... é um prazer receber qualquer amigo nesta casa, mesmo sob anonimato.
Quanto ao que afirmas, apesar de serem verdades incontestáveis, há situações na vida que nos deixam a sensação de "tempo perdido", o que pode não corresponder obrigatoriamente à realidade... mas que o efeito fica, lá isso fica!
Mas não é o caso do que esteve na origem deste post...

Anónimo disse...

Uma crónica que li hoje de Isabel Leal
Dias cinzentos

Não nos ensinaram em casa, não aprendemos na escola, nem houve lugar ou circunstância que nos tivesse certificado para sermos mal-educados, ingratos ou pouco agradecidos. Apesar disso, o facto é que a maioria de nós desenvolveu competências de muito bom nível nisto de ser pouco elegante, agressivo ou grosseiro em dúzias de situações de interacção social em que o que se testa e o que conta é mesmo aquilo a que, popularmente, se chama o carácter.
Claro que, quase sempre, se podem invocar razões atenuantes. Quase sempre, o disparatarmos, o passarmos do tom de voz normal para um mais grave ou agudo, o chamarmos à conversa as mães ausentes e desconhecidas, tem que ver com sentimentos, intensos, de frustração. De frustração, de irritação, de incompreensão, de injustiça ou de impotência. Parece que a vida não está fácil, que muito do que demos por adquirido se revela, afinal, viscoso e escorregadio, que o futuro que era para ser um lugar de glória se toldou, subitamente, com nuvens negras, inquietantes e assustadoras.
Parece que, por isso, ou por tudo o resto que corre mal; ou não corre mas podia correr; ou até corre bem ou corre, pelo menos, de acordo com as expectativas, mas se carrega (pelo contágio emocional, de que somos presas fáceis) de tensões que circulam num mundo cheio de incertezas; temos motivos para fazer do quotidiano um campo de batalha agressivo e malhumorado em que descarregamos em quem podemos o que podemos. De repente, os nossos proverbiais brandos costumes descarrilam para um clima de irritação generalizada em que todos os lugares e todas as pessoas parecem adequados para mostrarmos o nosso descontentamento, o nosso medo encapotado, as nossas angústias de desempenho e sucesso.
Descobrimo-nos mesquinhos mais do que a conta, azedos mais do que o tolerável, embirrentos mais do que o que faz bem à saúde e ao fluir regular dos dias. Se conseguirmos parar para pensar, somos capazes de nos lembrarmos o que árdua e esforçadamente nos ensinaram: que só temos uma vida e que somos os últimos grandes responsáveis por fazer dela um acontecimento que valha a pena. A começar já.

Paulo M. disse...

Agora é que foi.... fiquei sem palavras....
Ó Camilo, o que é que eu digo agora?
Agora a sério, com amigos assim.... o que mais se pode pretender querer?

m.camilo disse...

Hummm???
Bom dia!

binha disse...

Não digas nada! Faz!

Paulo M. disse...

... Boa noite.... estive o fim de semana fora... não, não foi por isso...
Fazer, fazer, fazer.... saber eu sei, mas não é fácil... nada fácil!